Eu respirei o primeiro dia, onde meu leito dizia nasci. E naquela lápide, levantei e vivi. Vivi na vida que era minha, pela vida dos outros e tentei amar como aprendi a odiar, rapidamente, intensamente. E no momento que minha vida me abandonava, me refletia no espelho, quantos dias me restam, a que dia partirei? E meio macabro te digo, que nem ódio nem amor guardei, deixei tudo fluir, como verdadeiros sentidos nos fazem perceber: sou uma águia no ar e também sou a presa indefesa. Sou uma contradição infinita, que me recria e me inclina, dentro deste buraco, chamado de vida.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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