Oh, querida, oh, querida, amiga, maldita. Amiga que levanta, rebolando a bunda gorda por cima dos lençóis amassados. Eu detesto! Esse suor que fica grudado na roupa, como um inhame cru. Tu, que me permite tanta lavagem, tanta terra, que me permite, amiga, usar meus dedos por baixo daquela superfície gostosa de grama... uhm, amiga, que gosto delicioso, que gosto tens! Amiga, tu acordou com a cara amassada, parece uma criança mal-humorada, louca para dizer aos pais que não pode ir para a escola, mas amiga, nunca fiz isso. Escola era refúgio bom, onde a loucura da casa ficava para trás. Amiga, delícia, que gosto tenro tu nutres. Um gosto macio, com farofa e tudo.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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