As cartas estavam guardadas dentro do roupeiro. Colocadas em ordem alfabética. A cada letra, uma folha suave de seda separava a fileira. Eu ficava abalada toda vez que via esta ordem, pois no fundo, eu me sentia caótica. E a ordem chegava como para refletir o contrário. "Tu é contradição, moça", disse ele de maneira muda. Ele é viciante. Me disse que eu era esquisita. E ficava altas horas me olhando. E me deixava encabulada. E eu sumia em silêncios nunca ouvidos.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
Comentários
Postar um comentário