Eu nem sei mais me iludir te olhando. Olhei e logo passei na tua linha delineada e farsante, me conta, no falsete de uma valsa rodopiante e danço, tua mão me segura e me liberta para voltas sem fins, sem começos por todos os lararós de minha mente misteriosa, imagino, aflita, que amo demais essa paz interna de esperar por eu, meu eu, que nem sou mais além de eu por todos os lugares, eu, me perdendo de eu para mim. E tanto ego, tanto espero, e me levo a sério e depois me controlo, e depois eu me recomeço, e eu preciso desse tempo, meu tempo. E as estrelas me aguardam, ao lado do oceano azul do teu olho. Do céu, digo. Digo, céu, meu céu azul acinzentado, verde esmeralda de ilha que finda. Um azul tranquilo, cheio de tempestuosos pensamentos. E canto. No teu canto. O teu ritmo. No meu. Eu.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
Comentários
Postar um comentário