Uma flor brotou lá fora. Lá fora as gotas brotam do chão, vindo para uma cachoeira invertida, dando a sensação de que águas são contra a gravidade, ou seria eu que estou vendo o mundo de ponta-cabeça? Seria um mar invertido? Agora é noite e a lua brilha no meu cabelo que teima em não ter forma. Amórfico. Seria isso uma palavra? Onde estaríamos se eu estivesse contigo agora? Estaria me envolvendo em desespero? Estaria me dando angústia em vez de amor? Estaria querendo me proteger ou me projetar? Uma forma perfeita no teu luar, olhar de mármore. Mármore, parado, duro, frio. Distante feito lua. Me protejo nessa distância. E sigo alegre, feliz comigo. E a flor já murchou. E a água estancou. E tudo volta a secar nesse sol. Mesmo a lágrima. E eu me envolvo em mim mesma, segura de que comigo, não tem erro.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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