Eu não estou disponível, por isso nem retire um retrato tentando me causar a sensação de já ter te visto na minha grama. Grama. Leveza ou o delicioso peso de toneladas? Escrevo ouvindo tua música favorita, e tu me olha revirando os olhos. Eu dou meu sorriso com ar de moleca. E tu me acusa: linda. E eu vejo essa parte, leve, desmoronar em um comentário. E a rede cegou. E tu me atirou de um oitavo andar esquecido dentro de mim. E me vejo arredia. Não, penso, não, não, fuja, corra, isso é conhecido e doloroso, fuja! Corra! E vou embora sem olhar para trás: o que preciso agora é eu, eu mesma e todas as minhas almas inteiras, intactas e seguras.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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