Ele era um sol para a manhã tardia. Não foram muitas oportunidades que tivemos de encontrar nossos olhares juntos. Eu cheirava beija-flor, ele sucumbia de amor. A palma era escorregadia e ele chorava. Nossos olhos não mais bastavam para nós mesmos. Começamos a subir pela mata verde. Ele me dizia coisas como quereres e como o mundo girava. Eu dizia que nunca era o que aparentava. E começamos na areia movediça de toques que não mais bastavam. Os toques se afastaram. Os corações estavam gelados. E o sol, sempre aquecendo, não mais chegava na pele exposta. E todos os sentidos sumiram, numa perfeição marmórea. Ela seguia leve, com seus pesos guardados a sete chaves. Ele a observava distante, mudo, com o silêncio pesado de sentir demais.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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