Ela era muito grande para caber em um castelo, por isso criaram a palavra. As suas narrativas contavam sobre mundos distantes, e a magia contida nas rimas, seduziam as mentes sonhadoras. E eu era uma dessas, que acreditava piamente que tudo acabava bem, quando acabava. Então, ela surgiu por entre os montes verdes. Uma anestesia de pedras, com esteiras e canções ritmadas do trabalho quer era mantê-la. Foram meses sem paz. Foram muitas palavras ditas e eu fui me afundando, aprofundando, digo, era intenso os sonhos. Até que ela surgiu, fantástica, carregando entre dedos, um véu manchado de sangue. E a promessa de uma bela vida. Uma espada atravessou a carne ensanguentada e partiu em dois a flecha do cupido. As penas ficaram espalhadas em cada ser vivo pela terra. E hoje nascem apenas meio sonhadores, e até o fim dos dias, ninguém mais sonhará...
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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