Nasci triste, tanto quanto o orvalho no carvalho. Cresci devagarinho, para não assustar nenhum passarinho. Fui abrindo gavetas e saíram voando aquelas velhas cartas que um dia te enviei. E mantive todos os rascunhos aqui. Restando apenas um pequeno custo de selos, que acumulei sem postar. E provavelmente Pocahontas tinha um efeito mais legal, talvez a tela branca agora me atrapalhe. E ontem, disseram, já foram todas as besteiras ditas. E os graves me cegavam. Tu já usou tuas calças jeans hoje? Ou foram moletons cinzas que preferiu? Tu está vivo? E as perguntas retornam, frenéticas num pensamento sombrio: estou eu viva? Ou imagino novamente os leves beijos de pálpebras sobre minha pele? E um oceano nos separou. E em breve pegarei meu barco para te dizer adeus, definitivo. Pois ainda te escrevo. E mesmo sem dizer um até logo, já sei que o nunca reina. Até nunca mais, meu amor fictício.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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