O peixeiro viajante me contou pela manhã que seu peixe divagante era escrito pelo Sinhô, letra garrafal, rebolando sua escama pela praia, deixando na areia rastro de anzol. E dizia ele, que o peixe se chamava TALEQUAL, um sabor sem igual, feito com miúdos da melhor espécie do quintal. Fora duas horas de conversa, ou apenas duas quadras, não lembro se eram duas para cinco ou se fora a tarde toda. O Sinhô, muito sorrisos, me lembrou sua banguela, que idade será ele carregava, naquele olhar cortado de gargalhada? E me dizia, sua filha vem hoje pro jantar, um namoradinho novo para apresentar, senti uma dó no peito, não entendo mais nem isso, que dia de Talequal, para morrer comido por gente desconhecida!
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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