Ele corria na minha frente com aquele sorriso bobo de quem nem faz esforço para ganhar. E ficava depois diminuindo o passo para eu me sentir bem. E me olhava curioso enquanto eu falava das mesmas coisas repetidas por muito anos, do que gosto, do que me alimento e do que não entendo. E tivemos uma troca. E não era monetária. Eu senti a leveza novamente e foi lindo. E não foi pensando. E não foi difícil, foi no ritmo certo e no momento certo. E isso causa estranhamento. Estranho pensar que quando nos permitimos, deixamos a capa social e de julgamento para explorar os desejos mais óbvios. Ele me amou e eu amei. E quando em abraçou fez sentido novamente. E não sei ler futuro, mas sendo este ou não, o eu futuro vai ser intenso e maravilhoso como sempre desejei. Sem medos. E somente repleto daqueles sorrisos que adoro, os gentis e sinceros sorrisos…
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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