Valentino era um homem de poucas palavras, e disseram que Valentino não possuía muita habilidade social. Quando nasceu, Valentino tinha cara de uva rosada e por isso sempre pareceu meio amoroso. Mas coitado, não tinha culpa de ficar encabulado ao ouvir todos falando ao seu lado, que cara mais amada! E ele se olhava no espelho e nem via nada de especial, e por isso Valentino agora, adulto, não tinha nada além do amor dos outros. O seu próprio ele deixou de lado, quase que o avesso do menino do Wilde. E Valentino corria pelas ruas do planeta, gritando se amem, se amem! Como no desespero de achar o seu eu interno, e nunca ninguém sentou ao seu lado e disse, Valentino, você é um cara maneiro, deveria se amar primeiro. E assim, Valentino envelheceu, sem saber amar o reflexo do espelho.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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