Do outro lado ela o viu, estava caminhando naquele parque fazia alguns dias já. E então, como de costume, ela estava com seus fones de ouvido, pensando nas borboletas que não aparecem mais facilmente, e ele a olhou de relance. Ela passou frente a ele, cantarolando. Ela ainda não sentia necessidade de dizer olá. Decidiu, porem, quebrar o ritual. E sentou a seu lado. Ela estava ofegante. Ele transfigurava imagens. Ela batia seus dedos em sua perna. Ele sentia seu ritmo. Ela dizia bom dia e ele nem olá dava. Um pretensioso futuro ambos imaginaram. E nada de mais aconteceu no final. Ela toda embaraçada levantou, com cabelos desgrenhados pelo vento. Ele vermelho de raiva da não atitude. E o vento criava espaços. E seus braços nunca se encontraram.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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